quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Bancários em greve!


 

Sem proposta de aumento real, bancários das redes pública e privada entraram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembléias realizadas dia 23/09 em todo o Brasil.


 

O Comando Nacional orientou a base a rejeitar a proposta da FANABAN (Federação dos bancos) e decidir pela greve: "A nossa pauta de reivindicações foi entregue aos bancos no dia 10 de agosto e, após mais de um mês de negociações, eles fizeram uma proposta rebaixada, que apenas repõe a inflação, diminui o valor da PLR e ignora as outras demandas", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro - Contraf-CUT. (Último Segundo)


 

Acessem o site da Contraf-CUT e leiam em detalhes as principais reivindicações dos bancários e a proposta (ou a falta de proposta) dos banqueiros:

http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=18755


 


 

Contra a intransigência dos patrões e do Governo

está a disposição de luta dos bancários


 

Os responsáveis por essa crise financeira não são os trabalhadores, que os capitalistas paguem por ela. É com essa perspectiva que se iniciaram as mobilizações com assembléias cheias e unidade entre trabalhadores dos bancos públicos e privados. Quem poderia (e deveria) ajudar muito mais é o Governo. Lula poderia contribuir para quebrar a intransigência dos banqueiros atendendo desde já as reivindicações dos funcionários do BB da CAIXA. Isso forçaria os bancos privados a ceder. Mas ao invés de cumprir esta tarefa, nada além do mandato que o povo deu a Lula, o Governo prefere se esconder atrás da FENABAN e tomar atitudes anti-operárias como em 2008 quando não abonou os 23 dias de greve dos trabalhadores da CAIXA.


 

Na assembléia do Sindicato da Baixada Fluminense (23/09), um companheiro explicou a necessidade de incluir nas atividades da greve a paralisação também das compensações de cheques. Ele lembrou que na década de 80, essa medida ajudava a garantir reajustes mais satisfatórios, à medida que a compensação de cheques atinge mais fortemente a circulação de capital.


 

Somos todos bancários!


 

Os bancários não podem se intimidar e devem se agarrar a seu sindicato e exercer seu direito legítimo de greve. Pois o Brasil tem jeito, e só a unidade e luta dos trabalhadores podem resolver nossos problemas sociais. Os bancários estão dando o exemplo! Outros militantes jovens e trabalhadores devem se solidarizar com eles participando e fortalecendo as atividades da greve!


 

Esquerda Marxista RJ

domingo, 2 de agosto de 2009

Fábricas Ocupadas na UOL

Olá para tod@s,
Confira o artigo da UOL sobre fábricas ocupadas no Brasil. Veja o vídeo que mostra a luta em defesa dos empregos. Emocionante!
Juntos venceremos!!

http://noticias.uol.com.br/politica/2009/07/31/ult5773u1834.jhtm

Saudações Socialistas!
Luiz Cláudio
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quarta-feira, 8 de abril de 2009

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Crise já afeta a produção: cresce o desemprego no Rio de Janeiro.


 

O ano começou e já se evidenciam os efeitos da crise financeira internacional sobre a produção com o início de uma onda de desemprego que pode ganhar contornos grandiosos caso a classe trabalhadora não consiga responder aos ataques que se aprofundarão.

Segundo dados do próprio governo a estatística do desemprego do mês de dezembro, apresentada pelo Caged, do ministério do trabalho revelou 650.000 demissões no setor formal da economia. No dia 15 de janeiro Lula falou que a cifra poderia se elevar a 800.000 postos de trabalho encerrados em Dezembro. Essa declaração que foi ao ar no jornal da Globo foi corrigida antes do encerramento do jornal através de ligação feita por acessores da presidência, o que nos leva a ter dúvidas sobre os dados divulgados. A imposição de férias coletivas e as demissões já começaram no final do ano passado e as manchetes de jornais não nos deixam dúvidas de que continuam agora em janeiro com um crescimento assombroso.

No estado do Rio de Janeiro o abalo já começa a ficar visível. As demissões e ameaças ao emprego já se iniciaram em diversos segmentos da indústria e no setor bancário. Brevemente essa onda se alastrará por toda cadeia produtiva, começando pelas empresas que prestam serviço à indústria como já se verifica em Volta Redonda e Resende.

    O Banco Itaú demitiu mais 300 funcionários em novembro, logo em seguida a anunciar a fusão com o Unibanco que criou o Itaú Unibanco, constituindo o maior banco do Brasil. A Fininvest, braço financeiro do Itaú demitiu 30 funcionários no mesmo mês. O Banco BBM planeja demitir 100 funcionários do setor de tesouraria. O Banco Mantone anunciou 120 demissões em suas filiais de Rio de Janeiro e Porto Alegre. O Banco HSBC também demitiu 115 trabalhadores em novembro. Destes, 95 funcionários trabalhavam em um setor denominado TSU (Unidade de Transporte de Serviço), responsáveis pelo processamento de abertura de contas correntes do HSBC e da financeira Losango, pertencente ao grupo. Esse setor foi terceirizado. Os bancários do HSBC realizaram uma paralisação de 24 horas no dia 18 de novembro, mas não conseguiram reverter as demissões.

    No setor de mineração a Vale do rio Doce que anunciou a demissão de 1300 empregados em todo o mundo e férias coletivas para 5.000 funcionários já começou a onda de demissões no Rio de Janeiro, através da Vale Sul, produtora de alumínio pertencente ao grupo Vale que já demitiu 1000 trabalhadores. Além disso, colocou 563 trabalhadores em férias coletivas, sendo 395 funcionários do terminal de Ilha Grande e 168 do Porto de Itaguaí. Segundo o sindicato dos trabalhadores da indústria de minério do Rio de Janeiro este grupo não estava contabilizado nos 5.500 que a empresa havia anunciado que entrariam em férias coletivas.

No setor de Siderurgia a CSN colocou 2.500 funcionários em férias coletivas, além de propor o aumento da jornada de trabalho de 6 para 8 horas e a redução de benefícios como a diminuição do valor da remuneração das férias. Estima-se que na região de Volta Redonda 14.300 trabalhadores das prestadoras de serviço da CSN e da Gava Sud entrarão em férias coletivas. Além disso, a direção da CSN não esconde a intenção de demitir 6.000 trabalhadores.

    No setor automobilístico do Rio de Janeiro as demissões massivas ainda não começaram, mas parece ser questão de tempo. Centenas de trabalhadores se encontram em férias coletivas na PSA Pegeout Citroen em Porto Real. Nesta fábrica três mil trabalhadores regressaram das férias coletivas agora no dia 5 de janeiro e a fábrica já colocou todo o terceiro turno (700 operários) em férias coletivas a partir de janeiro. A Wolks Caminhões em Resende também colocou 5.000 operários em férias coletivas em dezembro e a fabricante francês de Pneus Michelin colocou em férias coletivas 3000 funcionários das três fábricas que possui no Rio, no mesmo mês. Apesar disso a empresa está prestes a receber um aporte de 200 milhões de dólares do BNDES para construir a sua quarta fábrica. Também foi reduzida em duas horas a jornada de trabalho de 450 funcionários da Boechat, fabricante de freios para carretas e ônibus, situada em Itaperuna.

A crise já afeta as empresas metalúrgicas e a indústria naval, na qual havia grande esperança de geração de empregos devido às descobertas do Pré – Sal. A Petrobrás cancelou a construção das plataformas P – 61 e P – 63 que seriam destinadas à produção de petróleo no campo de Papa – Terra na Bacia de Campos.

Em Angra dos Reis o Estaleiro Brasfels já demitiu 1200 funcionários após o término da construção da Plataforma P–51 da Petrobrás devido à ausência de pedido de outras plataformas, e o sindicato acredita que mais 500 trabalhadores serão demitidos.

No próximo período veremos o aprofundamento da crise. Após duas décadas de ataques aos direitos sociais e trabalhistas Lula e direção do PT se regojizavam pelo fato do emprego formal ter crescido "expressivamente" nos dois últimos anos, como se isso pudesse compensar 20 anos de desindustrialização. Acreditavam que a crise não chegaria ao Brasil e o emprego continuaria crescendo por mais 20 anos. Esta utopia reacionária desabou. Os trabalhadores não devem aceitar pagar a conta da crise sob pena de viverem não apenas privações imediatas, mas de verem o futuro sepultado. Entre outras formas de luta a resistência poderá passar pela ocupação das fábricas. Os exemplos da Cipla e da Flaskô mostram o caminho.


 

Emiliano Queiroz.


 


 


 

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O Dia da Consciência Negra e as políticas do governo federal!

*Almir da Silva Lima(almirptmacae@yahoo.com.br)

O ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), o deputado federal licenciado do PT carioca Edson Santos concedeu entrevista ao programa "Bom Dia Ministro" da Radiobrás, 5ª feira última, 06/11. Dentre outras questões, o ministro defendeu a criação de delegacias estaduais especializadas contra crimes de racismo. Tal proposta em si é correta, pois, complementa o princípio constitucional que define o racismo como crime inafiançável e imprescritível. No entanto, o ministro nada falou sobre a violência do próprio estado (polícias militar e civil) contra o povo negro nos morros do Estado do RJ (especialmente nos cariocas), assim como nas favelas fluminenses e do Estado de São Paulo, onde pessoas negras são mortas (assassinadas).

Os números da violência policial sobre a população pobre e majoritariamente negra, registram que as mortes incidem notadamente sobre os adolescentes e jovens. Há militantes do movimento negro que afirmam "No Brasil, as polícias militar e civil matam mais os adolescentes e jovens das comunidades pobres e negras que baratas!" Daí indagar-se ao ministro: Que tal a 1ª ação ser proibir as polícias de praticar tais violências, deixando de invadir as áreas sociais mais pobres por ser nelas que se concentra o povo negro? Para prender banqueiro o Supremo Tribunal Federal (STF) exige mandado judicial e não permite usar algema! Mas, para prender pessoas pobres, notadamente as negras as polícias chutam, derrubam portas e atiram sob a alegação de que seriam todas traficantes!

O ministro tem razão ao afirmar que no Brasil as pessoas e instituições acusadas de racismo não sofrem punição penal porque não há agentes públicos qualificados, treinados para acolher as denúncias. Ele ressalta já existir delegacias com tais características nos Estado de SP e Piauí, salientando não se tratar de "delegacia de negros", sendo órgãos para cuidar daquilo que ele chama de agressões racistas também sofridas por indígenas, ciganos e pessoas judias. O ministro sugere corretamente que tais delegacias tenham especialistas em Antropologia, Serviço Social e Psicologia, porque a agressão racista atinge a alma, a auto-estima do cidadão. Mas, ele se equivoca ao afirmar que o racismo é uma "doença" que leva vítima e autor a necessitarem de tratamento.

Para o ministro tais delegacias não devem "apenas" acolher denúncias de crime de racismo, levando a pessoa racista a ser punida. Ele quer tais órgãos também atuem preventiva e educativamente. Divirjo frontalmente do ministro, tais delegacias devem ser sim para punir os opressores racistas. Para educar existem escolas onde todos e todas devem ter o mesmo ensino. Não somente os negros precisam estudar conforme a Lei 10.639/2003 (História, Culturas e Lutas dos Negros no continente africano e países da diáspora como o Brasil). Reafirmo: Todos e todas precisam estudar, por exemplo, como o capitalismo se desenvolveu, escravizando os negros, destruindo parte do continente africano onde até os dias atuais ocorrem genocídios.

Na entrevista que concedeu ao programa "Bom Dia Ministro" da Radiobrás, o titular da SEPPIR não disse isto, porém o faço: O racismo sofrido pelas pessoas negras é uma opressão, trata-se de uma ideologia de dominação que é específica, estratégica e indissociável da luta de classes. O racismo foi criado pelos próprios opressores racistas como ensinou o herói e mártir internacional da Consciência Negra, o sindicalista e líder negro socialista sul-africano Stephen-Steve Bantu Biko (1946-1977) "Racismo e Capitalismo são os dois lados de uma mesma moeda". Sobre a eleição de Barack Obama, o ministro está certo ao considerá-la fruto das lutas nos EUA pelos direitos civis nas quais, Malcolm X e Martin Luther King são mártires e heróis negros.

Em relação ao Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro próximo, o ministro anunciou que as comemorações do governo federal estarão focadas no Rio de Janeiro onde ocorrerá o resgate histórico do herói negro, o marinheiro João Cândido que foi o líder da Revolta das Chibatas ocorrida na Praça XV no centro da cidade. Ali será realizada, segundo o ministro com a presença do presidente Lula, a cerimônia de descerramento da placa que inaugurará a estátua de João Cândido. Ao defender as políticas sociais do governo federal, o ministro afirmou que quem defende as políticas públicas universais não deseja sanar as diferenças sociais entre negros e brancos porque não se podem tratar igualmente os desiguais.

Já sobre aquilo que chama de promoção social da população negra feita pelo governo do presidente Lula, o ministro chegou a ponto de dizer que a dívida agrária com os negros deixada pela Abolição, só a partir do atual governo foi criada uma agenda social para as comunidades quilombolas. Assim, segundo o ministro até 2010 serão instalados 22 comitês gestores nas comunidades remanescentes de quilombos. Tal medida é justa. Entretanto, tais áreas de terras são pequenas e atendem a uma minoria de negros. O correto é fazer a reforma agrária, até pelo fato de que a maioria das pessoas acampadas à beira de estradas é constituída de negros ou têm descendência negra. Que tal a 1ª ação de reforma agrária ser o assentamento de 200 mil famílias?

Por fim, a entrevista do ministro não escondeu o fato do governo federal ter despejado bilhões de reais nos bancos e nas montadoras multinacionais sob a alegação de manter os negócios. Daí, a consequência disto é mais do que evidente, é clara: Não sobra dinheiro para fazer as Escolas e Universidades Públicas, Gratuitas e de Excelência na Qualidade para Todos e Todas que o Brasil precisa. A República Livre e Popular de Palmares comandada pelo herói negro Zumbi é um exemplo histórico de união de todos os oprimidos (negros, brancos e indígenas), não tem a ver com as políticas específicas destinadas aos negros, que o governo federal busca desenvolver.

*jornalista – é membro da coordenação nacional do Movimento Negro Socialista (MNS) e militante da corrente intra PT, Esquerda Marxista, a seção brasileira da Corrente Marxista Internacional (CMI).

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Royaltes e educação

*Almir da Silva Lima (almirptmacae@yahoo.com.br)

As instituições burguesas Universidade Cândido Mendes e Ibope Pesquisa apresentaram respectivamente 2ª feira (dia 15) e 3 ª feira (16/09) seus números acerca do que é chamado de qualidade da Educação. A universidade privada o fez sobre os indicadores de qualidade e de infra-estrutura em escolas de nove municípios do Estado do RJ sob milionários royalties do petróleo; o Estado é o mais aquinhoado com estes recursos provenientes do petróleo. Os nºs mostram que não há destaque sequer em relação às escolas da própria região sudeste. Já o Ibope fez pesquisa em nove regiões metropolitanas, mostrando opiniões das pessoas acerca do que é chamado de qualidade do ensino no país. Nesta, 70 % aprovam, classificando-a como boa.

O estudo da Universidade Cândido Mendes sobre qualidade do ensino em escolas do Estado do RJ nos últimos dez anos quando vigoram os milionários royalties do petróleo foi realizado por Gustavo Givisiez e Elzira Oliveira. A pesquisa será apresentada no final do mês, durante o XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais. O estudo foi realizado em escolas de nove municípios fluminenses: Macaé, Quissamã, Carapebus, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Cabo Frio, Búzios, Campos dos Goytacazes e São João da Barra. Na pesquisa, foram comparados dados de infra-estrutura (computadores e bibliotecas, por exemplo), professores com graduações e desempenho das escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Segundo a pesquisa, apesar dos milionários royalties do petróleo dos últimos dez anos, as escolas nos mencionados municípios fluminenses não se destacaram em relação às demais no comparativo da evolução de índices entre os anos de 2000 e 2006. O Estudo não mostra separadamente a situação de cada município, porém, para o jornalista Antônio Góis do jornal burguês Folha de S. Paulo, análise por ele realizada apenas nos resultados do Ideb entre os 20 municípios que mais receberam royalties no país, revela avanços em determinadas cidades. Ainda segundo o jornalista, outras cidades, no entanto, estagnaram ou pioraram. O Ideb é um indicador que avalia a Educação pelas taxas de aprovação e pelo desempenho dos alunos em Português e em Matemática.

Por sua vez, levantamento do Ibope Pesquisa divulgado pela Agência Estado através do Yahoo Notícias 3ª feira, 16/09, mostra que 70 % das pessoas estão satisfeitas com o que, no país, é chamado de qualidade da Educação. Os dados foram apresentados em São Paulo durante o lançamento do Projeto Educar para Crescer, com a natural presença do ministro da Pasta, Fernando Haddad e representantes do setor educacional, público e privado. Dentre estes, o reacionário e direitista empresário Paulo Skaf, presidente da poderosa Federação das Indústrias do Estado de SP (Fiesp). Haja vista que, encarregada pelas instituições burguesas de fazer a apresentação da pesquisa, a ex-Secretária Estadual Paulista de Cultura, Cláudia Costin, fez bem o papel de intelectual-serviçal-burguesa.

De acordo com Costin, a satisfação mostrada na pesquisa é fruto do desconhecimento da população sobre os principais problemas da Educação. Ainda segundo ela, 63 % da população não faz nada pela Educação, não chama para si a responsabilidade pela qualidade do ensino no país e tampouco participa da sua melhoria ou se sente motivada a contribuir. Todavia, o estudo do Ibope Pesquisa indica que para 68 % dos entrevistados, a Educação é de total responsabilidade dos governantes. No levantamento, 70 % das pessoas no Brasil não fazem idéia do que o (a) prefeito (a) esteja fazendo pela Educação no respectivo município. Contraditoriamente, 69 % apontam o tema como um dos principais setores nos quais, o governo deveria investir; porém apenas 01 % leva em consideração as propostas de Educação dos políticos na hora de votar.

O Ibope Pesquisa mostra que, em média, é dada nota sete aos estabelecimentos de ensino, isto é, às escolas públicas e privadas. 09 % das pessoas entrevistadas deram nota inferior a cinco. Outros dados do levantamento: Embora o atual Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) seja 4,2 as pessoas no Brasil acham que o Ideb é de 5,5. O que leva à estimativa de que essa média seja alcançada somente em 2017. Quase 90 % das pessoas entrevistadas colocam a Educação em 5º lugar na lista de principais problemas do país. Outros números: Segurança Pública (30 %), desempenho dos governantes (17 %), emprego (13 %) e saúde (11 %). A seguir, os números do questionário sobre os objetivos para se obter a chamada boa qualidade da Educação Básica.

Ensino das matérias (31 %), oferecer perspectiva de realização profissional (24 %), assegurar a chamada igualdade de oportunidade (19 %) e formar cidadãos críticos e conscientes (18 %). Já dentre as medidas que deveriam ser tomadas pelos governantes, duas tiveram destaque na opinião das pessoas entrevistadas: Melhorar o salário (46 %) e professores com capacitação (37 %). O Ibope Pesquisa entrevistou 1000 pessoas, entre homens e mulheres de 15 a 69 anos de idade, em todos os segmentos sociais e residentes em nove regiões metropolitanas: Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Brasília (DF), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). A seguir, as propostas deste escrevinhador.

As instituições burguesas tratam com hipocrisia a avaliação da chamada qualidade do ensino, no geral. Basta reparar, apesar do Brasil ser um país capitalista, 68 % das pessoas entrevistadas pelo Ibope Pesquisa, aponta que a Educação é de total responsabilidade dos governantes. Isto é do estado, devendo em nossa opinião ser pública, gratuita e de excelência na qualidade para todos e todas. O fato do Estado do RJ ser aquinhoado por milionários royalties do petróleo, agrava a hipocrisia das instituições burguesas. Elas associam de propósito, a avaliação da chamada qualidade do ensino nas escolas públicas em relação à Lei dos royalties do petróleo. Ocorre que tal Lei só prevê gastos públicos com habitação, iluminação, meio ambiente, melhoramento de estrada e saneamento.

Para não me alongar, concluindo, uma vez que hipocritamente as instituições burguesas não respeitam com a devida transparência os gastos públicos sequer em uma Lei específica como é a dos royalties do petróleo. Especialmente em relação a se buscar permanentemente excelência na qualidade da Educação pública, gratuita para todos e todas, seja utilizado o dinheiro do superávit fiscal primário, isto é, da dívida.

*jornalista – é militante da corrente intra PT, Esquerda Marxista.